9.12.07

Entrevista com Tobi

Helena Piccazio entrevista
o produtor cultural suíço
Tobias von Wartburg, Tobi,
exclusivo para o Arte Free

Eu cheguei na Suíça e...
Tava lá, o traseiro doendo de horas de avião classe econômica apertadinha, mas sem muito ânimo de ficar de pé. Com fome, doida por um banho! O salão todo envidraçado modernoso do Kultur und Kongresszentrum Luzern, KKL. Eu esperava por alguém que não sabia quem era, que me hospedaria durante a Academia do Festival de Lucerna.

Os olhos também famintos olhavam aquelas pessoas todas com estojos de instrumentos, alguns com a mesma cara amassada que eu, e os respectivos hospedeiros de meia idade transitando em busca de hóspedes que tampouco conheciam. O meu já tinha sido avisado e estava a caminho.

A expectativa que eu tinha de um suíço, além da pele clara, era um sujeito tradicionalista, cheio de manias de limpeza e organização, rígido. Mas aí me aparece um cara, não um senhor, mas um "cara" não muito mais velho que eu, ultra simpático, oferecendo ajuda pra carregar minha mala pesada, dizendo que era mais fácil ir a pé pra sua casa que pegar um ônibus ou bonde. Preferiu fazer um caminho mais agradável ao mais simples e durante o percurso pediu desculpas sobre a bagunça do apartamento, me proibindo de entrar na cozinha até que ele tivesse terminado a faxina. Tinha andado bem ocupado ultimamente.

Tobias von Wartburg, ou Tobi como ele prefere ser chamado, tinha no seu apartamento obras de arte penduradas nas paredes. Obras pequenas que se destacavam na parede sem poluir o ambiente, resquícios de sua galeria de arte. Por causa da minha presença teve que resumir toda a sua baderna habitual ao seu quarto. Ainda bem que era grande... Ele não fazia nada do que as "regras" anfitriônicas ditavam. Não me fazia café da manhã, não me comprava comida, só lavou minha roupa uma vez, não lavava louça, não varria o chão. Mas me abriu o armário de comida e disse: pode pegar o que quiser, às vezes comíamos juntos, conversava comigo até depois da meia noite me contando do clube pra levar crianças pra assistir filmes antigos, da sua longa viajem à Argentina, do seu escritor preferido, como era sua galeria, os outros estudantes do Festival que hospedou, me mostrou alguns músicos populares muito legais! me mostrou sua recém inaugurada escola de línguas, das dificuldades produzindo música, me ensinou um pouco de alemão e praticávamos um pouco de espanhol comendo queijo brie na cozinha ou no terracinho da sala.

Achei que tinha tudo a ver entrevistá-lo pro Artefree, ele tem a nossa cara! Mas um background totalmente diferente da gente. Faz um monte de coisas diferentes relacionadas à cultura e tem um site, o 'The Q". O endereço na internet é www.theq.ch e tem também o site da sua escola de línguas (Tobi é professor de alemão) que é www.voca-luzern.ch , em alemão, francês e inglês. Outro site legal pra acessar é o www.kulturtv.ch, um blog de amigos seus sobre cultura na Suíça.


AF Qual é sua formação educacional? Em quê você se formou?
TVW Primeiro eu estudei pra ser professor de escola primária, depois eu tentei entrar na escola pra educação superior em artes plásticas, mas não deu certo, então eu fui trabalhar como assistente num jornal e comecei a escrever pra ele. Durante esse período eu organizei vários shows de música pop e rock, e é por isso que comecei o mestrado em Gestão Cultural.

What is your educational backgroud? What is your major/Degree?
First I had an education for primaryschool teacher, then I tried to enter at scho
ol for higher education in arts but it didn't work so I worked as assistent in a newspaper and started to write for it. During that time I organized several rock and pop concerts, that is why I started my master in cultural management business.

AF Qual sua área de atuação em eventos culturais? Com que tipo de arte você trabalhou mais?
TVW Primeiro eu organizei muitos shows pequenos de música pop e algumas festas. Mas nos últimos 5 anos eu comandei uma galeria de arte. Então normalmente eu só faço tudo que a cultura pode precisar. Contrato com artistas, pendurar os quadros, escolher as obras, informar imprensa e público, vender quadros, entregá-los, limpar a galeria, servir vinho durante a vernissage. Esse é o meu trabalho.

What is your action in cultural events? Which type of art do you worked the most?
First I organized a lot of small pop concerts and some parties. But the last five years I leaded an art gallery. So I normaly just organize everything that culture may need. Contract with artists, hang the pictures, elect the pictures, inform press and public, sell the pictures, deliver them, clean the gallery, serve wine during the vernissage, that's my work.

AF Qual é a diferença entre produzir música e artes plásticas?
TVW O público é bem mais velho em artes plásticas, e eu raramente tive de tratar sobre o preço de uma obra de arte. Mas para pequenos shows pop de artistas que de longe não são dos mais conhecidos, todo mundo tentou negociar o preço da entrada. Por causa disso que nós nos decidimos por concertos maiores de coral, para fazê-los gratuitos e pedir patrocínio, e depois dos concertos o público tinha a possibilidade de pagar se eles gostassem. Pra nossa surpresa, eles pagaram mais do que calculamos, até mais do que quando fixamos um preço de entrada!

What is the difference between producing music and visual arts?
The public is muc
h older in arts, and I rearly had discussions about the price of a piece of art. But for small pop concerts of so far not that known groups everyone tryed to negociate the entry fee. That's why we decided for some bigger choir concerts, to make it for free and ask sponsors, and after the concerts the public had the possibility to pay if they liked it. Surprise surprise, they payed more than we calculated, even more than that time we made a fix entryprice!

AF Voce já teve experiência em produzir eventos gratuitos?
TVW Na minha galeria de arte você entrava de graça, só se quisesse comprar uma obra de arte tinha que pagar, mas podia vê-las de graça. Tinha até comida e bebida de graça em vernissages e outros dias. Concertos e shows eu organizava do jeito que escrevi na questão anterior e uma vez teve uma feira onde eu tinha que fazer toda a representação da minha cidade natal, todas as apresentações culturais eram gratuitas. Mais ou menos 10 pequenos concertos e eventos com mais de 200 artistas em 2 dias. Experiência maravilhosa, mas trabalho duro.

Do you have any experience in producing/managing free events?
In my art galery you could enter for free, just if you like to buy a piece of art you have to pay, but you can see them for free. There are even free drinks and food on vernissages and some other days. Concerts I organized the way I wrote in the question before and once there was a fair where I had to do the whole representation of my home town, all culture concerts were for free there. About 10 small concerts and events with more than 200 artists in two days. Great experience but hard work.


AF Existe programação cultural gratuita na Suíça?
TVW Se existe alguma eu não saberia dizer. Galerias normalmente são de graça, algumas vezes literatura e concertos em igrejas. E tinha um "open air", shows ao ar livre - eu até estava envolvido na produção como patrocinador com o jornal para o qual eu trabalhava - aqui em Lucerna; já aconteceu várias vezes, mas não no ano passado. E também alguns concertos clássicos do mundialmente famoso Festival de Lucerna são gratuitos. Nesses últimos dias teve o Festival de Piano (Lucerne Festival at the Piano) e em alguns bares tinha música para piano ao vivo, o evento de abertura foi na Sala de Concerto do KKL e também de graça. E a minha noite sobre meu escritor suíço favorito Friedrich Dürrenmatt dia 14 de dezembro também será de graça. Então há eventos, mas não há agenda.

Is there any free cultural agenda/schedule in Switzerland?
If there is one I wouldn't know it. Galleries are normaly for free, sometimes literature or concerts in churches. And yes there was an open air - I was even involved in the production as sponsor with the newspaper I worked for - here in Lucerne, it happened several times but not last year. And as well some classic concerts of world known Lucerne Festival are for free. The last days there
was Piano Festival (Lucerne Festival at the Piano) and in some bars there was piano music for free, the opening event was in the KKL Concert Hall and as well for free. And my evening about my favorite swiss author Friedrich Dürrenmatt on the 14/12 will be for free as well. So there are events but there is no agenda.

AF E o que você pensa disso?
TVW Aí está o problema, que o artista tem que viver de alguma coisa. E pra isso ele precisa de dinheiro. Eu prefiro idéias como a que fizemos pro nosso concerto de coral e que é bem freqüentemente o caso aqui.

What do you think about it?
There is the problem, that the artist have to live from something. And for that he needs money. I prefere ideas like that we did for our choir concert and that is quite often the case hier.


AF Existe algum guia ou website de eventos gratuitos em Lucerna? E na Suíça?
TVW Eu não sei se precisamos de uma agenda especial pra isso. Se estiver na agenda normal, o público não decide ir porque é de graça, eles vão porque estão com vontade.

Is there any guide, brochure or website of free events in Lucerne? What about in Switzerland? I don't know if we need a special agenda for it. If it is in the normal agenda, the public does not decide to go there because it is free, they go there because they like to.

AF Qual o caminho da produção de um evento gratuito, do começo ao fim?
TVW Primeiro você tem que calcular os custos, artistas, propaganda, estadia e por aí vai. Somente o que é gasto fixo. E então pensar sobre onde você pode conseguir esse dinheiro. Eu fiz todo uma planilha de custos para dirigir minha galeria de arte. Isso é o principal do que eu aprendi a fazer durante meus estudos em Gestão Cultural. Para a minha galeria eu convenci o proprietário do imóvel a reduzir o aluguel em metade do preço. Eu decidi trabalhar durante 5 anos pelo menos 30% de graça. Então eu e alguns amigos convencemos 100 pessoas a pagar todo ano alguma coisa, e a prefeitura da cidade a pagar algo todo ano. Agora eu podia começar a pensar nos artistas também. E daqui em diante era como um evento normal. Eu teria que encontrar patrocinadores e organizar tudo.

What is the way of making a free event, from beginning to end? First you have to calculate the costs, artist, ad, room and so on. Just what is fix. And then think about where you could get the money for it. I did a whole business plan to run my gallery. That's what I learnt during my culture management study mainly. For my gallery I convinced the owner of the room to reduce the rent to half of the price. I decidet to work during 5 years at least 30% for free. Then I and some friends convinced 100 people to pay each year something, and the goverment of the city to pay us some money each year. Now I could start to think about artists too. And then it started like a normal event. I had to look for sponsors and organize everything.

AF O que é mais difícil de fazer e/ou conseguir num evento gratuito?
TVW Eu acho que você sabe, contanto que você queira pagar ao menos os artistas pelo seu trabalho, aqui na Suíça é o dinheiro! Em algumas áreas culturais é difícil organizar mesmo quando se cobra entrada. Eu paguei em dinheiro - sem contar meu trabalho de organização toda vez de graça ou os 30% que trabalhava de graça para minha galeria - pelo menos um mês de salário pelos meus concertos e eventos. Às vezes eu só queria fazer acontecer e sabia que seria difícil ter todo o dinheiro de volta. "Sem risco sem diversão" costumamos dizer.

What is the most difficult thing to make and/or get in a free event?
I think you know it, as long as you like to pay at least the artist for it's work, here in Switzerland it's the money! It is in some parts of culture even very difficult to organize it when you ask for an entry fee. I payed in cash - not meaning my all times free organizing work or the 30% free job for my gallery - at least a month salary for my concerts and events. Sometimes I just liked to make it happen and I knew that it would be difficult to get all money back. "No risk no fun" we use to say.

AF Dos países e cidades que você conhece, qual deles tem uma política/agenda cultural gratuita mais bacana? Por quê? Há algum que você gostaria de citar por algum motivo especial?
TVW Você sabe porque Helena, eu simplesmente gosto demais de Lucerna. Eu nem viajo para Zurique (a maior cidade na Suíça que tem também muitos eventos artísticos - os maiores concertos e shows são geralmente só lá) que está a apenas uma hora de trem. É por isso que realmente não gosto de favorecer outra cidade ou estado.

Among the countries and cities you know, which one(s) has a nicer cultural agenda/policy? Why? Is there any place in particular you would like to tell us for a special reason? You know why Helena, I just like Lucerne very much. I even do not travel to Zürich (biggest town in Switzerland which has as well a lot of art events - the biggest concerts are often just in that city) which is just an hour by train. That's why I really don't like to favor one other city or state.

AF O que você sugere pra divulgar arte e eventos culturais?
TVW Buha! Você pensou que queria terminar com a pergunta mais difícil. Mas eu acho que tem algumas idéias nas minhas respostas anteriores. E também acho que a sua plataforma na internet é uma boa idéia, porque assim você está ficando internacional. E quem sabe, de repente vai acontecer como ontem aconteceu para um doutor em Física (eu acho, acabei de ler, não consigo me lembrar exatamente). Um senhor, bem idoso, decidiu dar a ele 100 milhões de francos suíços ou algo assim. Agora ele pode construir seu centro de pesquisa para a universidade. Provavelmente minha sugestão é essa: continue fazendo isso, continue sonhando, e continue lembrando de todos os momentos bons que você teve com e por causa da cultura, então você estará motivada e com pensamento positivo. E essa é a ajuda mais poderosa porque você terá amigos que estarão prontos e com vontade de ajudá-la a fazer isso talvez de graça, ou pelo menos por um preço melhor, e eles multiplicam suas conexões...
Você conhece a teoria sobre a asa de borboleta numa parte do mundo que pode ser responsável por algo do outro lado da Terra?
Então faça!


Do you have any sugestion for us to broadcast art and cultural events?
Buha! You thought you would like to end with the most difficult question. But I think there are some ideas in my answers before. And then I think your internet platform is as well a good idea, because like that you are getting international. And who knows, suddenly it will happen like it happened yesterday for a Doctor in Physics (I think, just read it, can't remember exactly) and a very old man decided to give him100 Milion CHF or something. He can build now his research center for the university. Probably that is my
sugestion: keep on doing it, keep on dreaming it, and keep on remembering all the good times you had with and because of culture, then you are motivated and positive thinking. And that is the most powerful help because you will get friends which are ready and willing to help you to do it maybe for free, or at least for a better price, and they multiply your connections... You know the theory about the butterfly wing on one part of the world which can be responsible for someting on the other side of earth? So do it!

Sobre o Festival de Lucerna

Foram 3 semanas que passei em intensas atividades no Festival de Lucerna, conhecidíssimo por ser um dos mais longos (3 semanas são só da Academia...), mais bem organizados e com a maior reunião de concertos de altíssimo nível do planeta. Uma das principais características desse complexo cultural é o grande espaço que o Festival dedica à música contemporânea. O Festival tem as seguintes partes: Festival de Verão (Lucerne Festival im Sommer) - com diferentes séries de concertos clássicos todos os dias durante 3 meses e que abriga a Lucerne Festival Orchestra, formada pelos melhores músicos do mundo e regida por Claudio Abbado; Academia do Festival de Lucerna (Lucerne Festival Academy) - orchestra formada por estudantes e regida por Pierre Boulez, focada na música contemporânea, foi nesse que eu fui; Festival de Páscoa (Lucerne Festival zu Ostern) - com concertos relacionados à Páscoa e à Paixão de Cristo; Festival de Piano (Lucerne Festival am Piano) - claro que é música pra piano, né? E acabou de acontecer.

O Festival é cediado na cidade de Lucerna na parte alemã da Suíça, no Kultur und Kongresszentrum Luzern - KKL, um predião gigantesco de arquitetura super moderna em 3 blocos que abriga 2 salas de concerto - uma delas a principal da cidade, um museu, centros de convenção, inúmeras salas de reunião e ensaio - grandes, camarins, restaurantes e bares. É enorme mesmo! Fica ao lado do lago, uma beleza!

Tudo isso nos remete a um nome: Michael Haefliger, diretor artístico e executivo. Segundo Tobi, que o entrevistou nesse verão, ele é a principal figura no funcionamento do Festival de Lucerna, que vem crescendo um bocado a cada ano. Tobi me mostrou a planilha de custos do Festival e é assustador o volume de dinheiro que vai! O KKL por exemplo, não pertence ao Festival, tem que ser alugado. São colhidas ajudas de todos os tipos e fontes. Existem ajudas da cidade, do estado e do país, em pequena escala, da população que entre outras coisas hospedam alunos da Academia, patrocinadores grandões multinacionais e claro: venda de ingressos. Os preços para a grande maioria dos concertos são bem salgados... e geralmente está lotado porque os concertos são de primeira! Olha só o que eu vi: Filarmônica de Berlin, Orquestra de Boston, Yo-Yo Ma, Concertgebouw (orquestra holandesa das melhores do mundo), Ensemble Intercontemporain, citando poucos...

Alguns poucos concertos eram baratinhos ou de graça - mas bons, e paralelamente estava rolando o Festival de Rua de Lucerna com vários artistas de todos os cantos do mundo apresentando a música da sua terra ali na rua mesmo, para quem quisesse ouvir. Tinha muita coisa rolando em setembro lá, com a cidade cheiíssima, imagina só quantas atividades vão brotando!!!

Ai que já escrevi demais!!!!!!
Ó, pra saber mais sobre o Festival de Lucerna digite www.lucernefestival.ch no seu navegador. O site está em alemão e inglês.

Um abração!
Helena Piccazio

Fotos:
1a.
O prédio modernoso do KKL
2a.
Na sequência, Tobi (de casaco preto) num num restaurante em Córdoba, na Argentina
3a. Festival de música de rua em Lucerna, Suiça

4a. Helena Piccazio (de óculos), Pierre Boulez
e a violinista Veronique Mathieu

Para ver o site do Tobi, The Q, clique www.theq.ch
Para ver o site da escola de línguas, clique www.voca-luzern.ch

4 comentários:

Tobi disse...

Hope you have written just good things about me!

Tobi

Anônimo disse...

There is nothing bad to write about you!

Helena

Claudia Piccazio disse...

A matéria está ótima! Ela traz informações muito interessantes sobre
outros ambientes culturais. Parabéns!!

PITTY disse...

Nesta quinta dia 10 de janeiro às 21h, estréia GRAPHIC, a mais premiada montagem da Vigor Mortis, que faz sua primeira temporada em São Paulo. A companhia já viajou o país com suas montagens "Morgue Story" e "Garotas Vampiras nunca Bebem Vinho" e agora se apresenta pela primeira vez em curta temporada na capital paulista.

Graphic conta a história de Artie, um desenhista de manuais de instruções, Becca, uma ex-fanzineira e hoje executiva de finanças, e Raf, uma artista de rua que trabalha com stencils. O encontro dos três e a disputa por uma vaga de trabalho fazem com que suas ansiedades, desejos e sonhos passados venham à tona e a perspectiva de vida se mostre tão torta quanto a de um desenho mal feito.

A peça, que recebeu o Troféu Gralha Azul (principal prêmio de teatro no Paraná) para Melhor Espetáculo, Direção e Texto, está indicada ao Prêmio Shell Rio de Janeiro na categoria de autor. Como em suas montagens anteriores, a Vigor Mortis traz ao palco a mescla de teatro, quadrinhos e cinema, tendo como referência o Grand Guignol e a integração de elementos audiovisuais na dramaturgia e encenação.
A Vigor Mortis e o CCSP estarão promovendo também duas palestras:
DIA 9 DE JANEIRO: O Théàtre du Grand Guignol. às 19h - entrada franca
Dia 31 de janeiro - Histórico do Uso de Audiovisual no Teatro - às 19h - entrada franca
sempre no Centro Cultural São Paulo (Sala de Debates ou Sala de Oficinas 2)
Contamos com sua presença durante a temporada!!
GRAPHIC
de 10 de janeiro a 10 de fevereiro
de quinta a sábado às 21h e domingo às 20h. Ingressos R$15,00
Sala Jardel Filho - Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro 1000