6.8.06

Emoção Art.ficial: Interface Cibernética 3.0 – Itaú Cultural – 06/08/06

Arte, Ciência e Brincadeira

"Desmaterializando a obra de arte no fim do milênio, faço um quadro com moléculas de Hidrogênio”, Zeca Baleiro.

A música foi composta originalmente para descrever o tom apoteótico da Bienal de Artes de 96, mas, ao circular pelos três andares de exposição, a comparação foi inevitável. O tom não era apoteótico, de causar arrepios; era futurista, muitas vezes cômico, e, sem dúvidas, inusitado.

Interatividade é a palavra chave. Há cães-robôs para brincar, painéis que reproduzem a imagem de quem fica na frente dele ao vivo de diversas maneiras e estilos artísticos (ou como diria Zeca novamente, “barrococó-figurativo neo-expressionista com pitadas de art-nouveau pós-surrealista”), painéis que convertem o som da voz em desenhos, salas com captadores de som que transformam palmas em latidos de cachorro, entre outras tantas de obras.

A exposição é mesmo o que o nome diz: uma interface que une humanos e máquinas. E de forma divertidíssima. Adultos e crianças se divertem ao poderem interagir de forma tão direta com “brinquedos” que não se tem em casa.

Brinquedos. É difícil dizer nessa 3ª bienal internacional de arte e tecnologia o que é arte, o que é ciência e o que são brinquedos. Já dizia Zeca: “Desmaterializando a matéria, com a arte pulsando na artéria”. Arte e ciência se confundem, no início talvez de maneira até um pouco assustadora, mas no final, ao ficarmos mais íntimos do universo tecnológico apresentado, tudo se torna uma grande brincadeira. Num ótimo programa para um domingo à tarde.

Custos: 2,10 de metrô + 1,00 de ônibus
Nota: 8

4 comentários:

Patricia Portela disse...

Eu achei essa reportagem muito fraca, se for levar em conta o dinamismo e complexidade das obras em exposição no Itaú, faltou comentar que os "cães-robôs" aqui descritos, estão na verdade ligados a genética e seus testes, faltou comentar da chuva de letrinhas, onde as pessoas podiam "pegar" as letras, faltou comentar da equilibrista que assumia alguns movimentos dos visitantes, da máquina de escrever, onde ao escrever um texto o visitante "criava" mini seres vivos e etc.
A reportagem está incompleta, faltando um apanhado do melhor da exposição, isto não é uma critica a sua pessoa mas eu achei o texto muito infantilizado, se eu tivesse lido antes de ir a exposição, na verdade não iria, pois me senti desmotivada, pq apesar de as crianças interagigem muito bem com as obras, a reporter criou um ar de parque de diversões.

Helô Louzada disse...

só para responder à patrícia: a minha intenção ao escrever o texto foi de mostrar a minha impressão ao visitar a exposição e o ambiente que eu encontrei foi muito parecido com o que vc chama de "parque de diversões", não só adultos ou crianças, todos intaragiam de forma engraçada e divertida com as obras - se isso a desmotivaria a visitar , só lamento. mas de fato foi o que eu encontrei. sobre as obras das quais nao falei , a maquina de escrever estava em manutenção e o painel de letrinhas eu realmente esqueci, mas falei de diversos outros paineis, n acho necessario fazer uma descrição detalhada de cada obra. e sobre o cachorro ou a complexidade das outras obras, eu nao encontrei nenhum texto explicativo, monitor que explicasse ou mesmo nos folhetos algo que me dissese alguma coisa técnica ou mais detalhada sobre as obras. se foi falta de atenção minha, então da proxima vez tentarei ficar mais atenta. caso contrário, fica a opinião de visitante-comum e que se divertiu na exposição como parece ser o caso de muitos que foram lá.

Gima Sampaio disse...

até porque não contamos a exposição, mas contamos NÓS na exposição! é subjetivo...

Ju Fraldinha disse...

adorooo o Zecaa!!!
saudades luluuu
beijão