10.9.06

Parque da Água Branca - Revelando São Paulo - 09/09/06

Um dia no parque

Um dia no parque pede sol, bolas coloridas e algodão doce. Tinha.

Um dia no parque pede crianças, casais e árvores. Tinha.

Um dia no parque pede sombra, choro de bebê, água. Tinha.

E tinha avôs e avós, e cachorro-quente, e doce de leite, e bexiga do Mickey, e cavalos, artesanatos, viola e cavaquinho, fantasias, churrasquinho. Gente feliz, tinha.

Era o início da décima edição da grande festa Revelando São Paulo, que acontece no Parque da Água Branca entre os dias 09 e 17 de setembro, das 09 da manhã às 10 da noite, e reúne cerca de 200 municípios do estado de São Paulo.

A festa paulista estava representada pelas tendas gastronômicas e artesanais, assim como pelos artistas de cada cidade, sendo eles dançarinos, músicos e cantores, que se apresentavam no palco montado dentro da arena dos cavalos. Público e cavalos conviveram muito bem. Muitas pessoas em frente ao palco prestigiavam as apresentações, enquanto os cavalos, mais adiante, levavam crianças curiosas em seu dorso.

As apresentações duravam, em média, 20 minutos. Traziam repertório variado e coreografias prováveis. Andando pelo parque era comum deparar-se com menininhas fantasiadas de espanholas, italianas e alemãs, já que dançariam no palco homenageando o país que havia influenciado, na colonização, o município a que pertenciam. As meninas da foto ao lado são de Pariqueraçu.

Fora da grande arena, a culinária. Cada estande era identificado por uma plaqueta com o nome do município interiorano. Os cardápios, em cada estande, eram variados: vaca atolada, arroz carreteiro, muqueca de camarão, carne bêbada e mariscada estavam entre as opções. Os que não queriam ousar, podiam optar pela macarronada, churrasco ou salgados diversos.

Doces também tinham seu espaço: doce de abóbora com coco, doce de damasco, cocada, brigadeiro, doce de mamão verde, curau e todas as opções que enfatizam as saudosas férias escolares na casa da vovó.

Em frente às delícias interioranas, estava o grande espaço destinado ao artesanato. Separados também por estandes que traziam os nomes dos municípios, as peculiaridades artesanais faziam brilhar os olhos. Bonecões de Caraguatatuba, ferreiros e móveis de Embu das Artes, barquinhos de São Sebastião. Vale a pena ver cada detalhe.

A noite caiu, e os artistas que cantaram, tocaram, dançaram, assim como os artistas que venderam suas artes comestíveis ou artesanais, merecem nosso aplauso.

Se um dia no parque pedisse artesanato, batuque, bonecões, caminheiros, catira, cavalhada, jongo, romarias, sanfoneiros, congadas, comidas características, dança de São Gonçalo, Folia do Divino, tropeiros e violeiros; teria.

Custos: 20,00 (não resisti: almoço + lembrancinha artesanal + ida + volta)

Nota: 9,00

5 comentários:

Allan Brito disse...

Impossível resistir mesmo!!!Muito interessante!

Pedro Cameron disse...

Se tinha: vida, nostalgia, diversidade, comparações, olhares atentos e curiosos, sensação interiorana e sertaneja... tinha, tem!
Nesta capital de pouca identidade é importante nos re-conhecermos.
E se tinha: tinha, tem e terá!

Tomiate disse...

Nossa, acho que foi o programa mais caro da história do Arte Free!

Fernanda Almeida Silva disse...

Que texto, Carol!
Fica a sensação de ter sido um ótimo programa...e a sensação de que seus olhinhos conseguem uma percepção bastante peculiar!
Muito bom!
Beijos

Dé schmitz disse...

A cada dia q vou, meus olhos brilham mais...Quanta coisa bela! Resgatamos nossa alma interiorana e nos deleitamos com as delícias da culinária.
Hoje mais um dia, levando mais amigos para conhecerem esta festa que está marcada em meu caledário.