9.7.06

Banda Mantiqueira – Itaú Cultural – 08/07/06

Tuto em famiglia


Duas horas antes do show da Banda Mantiqueira as pessoas já começavam a formar fila em frente a bilheteria do Itaú Cultural para tentar conseguir um dos 251 ingressos da casa. Foi o último show de uma série de três que a banda fez lá, todos de graça.

Uns quinze minutos depois da passagem de som ter acabado (19:00) o público começou a entrar e se acomodar. O lugar estava lotado e muitos tiveram de sentar nos corredores por falta de lugar; mesmo assim, cerca de cem pessoas ficaram de fora.

Mesa posta
Para entender a Banda Mantiqueira pense em uma família italiana. Em palco conversam, riem, gritam, brigam, batem os pés, batem palma. Mas, como toda boa famiglia, tudo se acerta na hora da mesa. A receita é bem peculiar: misture uma big band dessas bem americanas com um conjunto de gafieira. Para temperar, coloque um berimbau e pronto, é só servir.

Recheado de solos, o show da banda de música instrumental contou com um repertório variado, que ia desde músicas conhecidas como “O samba da minha terra” até composições próprias. Nas músicas já consagradas podia-se ver o público cantarolando as canções que os instrumentos iam delineando.

Os destaques positivos foram Proveta (foto 2) e Valmir Gil, o Nego Véio (direita da foto 3). Arranjador, líder e idealizador da banda criada há quinze anos, o saxofonista e clarinetista Proveta fez solos belos, além de organizar e orquestrar tudo o que lá acontecia. Se formos pensar em família italiana, ele seria a “mama” da casa. Valmir Gil, do segundo trompete, também não ficou para trás. Seu som lembra um bar escuro e esfumaçado de jazz nos EUA. Improvisações muito boas e que não passaram desapercebidas pelo público.

Destaque negativo ficou por conta do sax soprano Vinícius Dourinho. Nos solos, raramente terminava as idéias qu
e começava e, por muitas vezes, acabava jogando um bando de notas ao léu num virtuosismo desnecessário. Apesar disso, o músico fez um bom solo na música Santos Jundiaí.

A ausência do percussionista Guelo, um dos melhores do país, foi sentida. Para tentar preencher um pouco o espaço musical vago em palco, a banda convidou Pitoco para tocar zabumba no Medley de músicas nordestinas.

Impressões
A Banda Mantiqueira é um daqueles conjuntos recheado de feras. Músicos com décadas de experiência e que conhecem a música que estão fazendo; e sabem como ela tem de ser feita. Porém, apesar de o show ter sido tecnicamente impecável, faltou energia à banda - não sei se pelo fato de terem gravado um DVD no show do dia anterior e por isso terem relaxado um pouco ou o que. Foi uma apresentação burocrática, e a impressão que fiquei foi a de qu
e poderiam ter feito muito mais.

Custos:
nada (fui e voltei a pé)

Nota: 7


(Clique nas fotos para vê-las ampliadas. Todas as imagens desta matéria são propriedade exclusiva do Arte Free)
ps. A música do bis foi Linha de Passe

3 comentários:

Dahanne disse...

Mto bem escrita a matéia, para variar, né... hahaha

Poxa, tente avisar com antecedencia essas coisas.. acabei de ver que eu podia ter me divertido bem mais essa semana =)

Mto bom o site, parabens

Bjs

Ju Fraldinha disse...

Luluuu mto legal hein? Cada dia mais chique esse seu blog!
adorei a matéria!!!! vou ver se arranjo algo cultural pra eu contar aqui tb hehehee
beijaoo te adoroo

Gima Sampaio disse...

epa....esse show foi do caralho mesmo, hein lu! esqueceu de dizerque o arte free foi em massa assistir! Carolina Splendore, Eu e Tu, + amigos!!! Foi do caralho! Pena que fomos só no primeiro! queria ir nesse último também!